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Tipos de FeLV em gatos: entenda de uma vez por todas como é a ação do vírus da leucemia felina

Publicado - 31 Maio 2023 - 17h29

Atualizado - 03 Fevereiro 2025 - 11h06

Muitos tutores de gatos já ouviram falar sobre as doenças FIV e FeLV — popularmente conhecidas como Aids felina e leucemia felina. Segundo um artigo publicado na National Library of Medicine, o vírus da FeLV é considerado mais patogênico e, portanto, oferece maior risco à saúde dos bichanos. Outro desafio no combate à doença está na dificuldade em diagnosticar a infecção e, consequentemente, interromper a cadeia de transmissão. 

Por isso, vale entender melhor quais são os tipos de FeLV e as diferentes manifestações clínicas da doença. Descubra a seguir!

O que é FeLV: sintomas estão relacionados ao sistema imunológico enfraquecido

Diferente da leucemia humana, que até hoje não tem uma causa específica, a leucemia felina é causada por um vírus que atinge exclusivamente os gatos e é capaz de se replicar em diversos tecidos, incluindo a medula óssea. A FeLV ataca as células de defesa do organismo e enfraquece a imunidade do gato. É por isso que FeLV gatos são mais suscetíveis a desenvolver outras doenças, como anemia e tumores.

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Os sintomas da FeLV tendem a variar, visto que esta é uma doença complexa que pode se manifestar de diferentes formas. Alguns dos sinais mais comuns podem estar associados a outros problemas de saúde e incluem apatia, anorexia, febre e diarreia, ferimentos na pele, transtornos estomacais e respiratórios, entre outros. O gato emagrecendo do nada também é comum.

Subgrupos da FeLV: tipo A, B, C e T

O vírus da FeLV é classificado em quatro subgrupos: FeLV-A, FeLV-B, FeLV-C e FeLV-T. Eles são diferenciados geneticamente e por utilizarem diferentes receptores para entrar na célula hospedeira. Abaixo, saiba mais detalhes sobre cada um.

  • FeLV-A: o vírus da FeLV tipo A é o único transmissível entre gatos, geralmente encontrado em células do sistema linfóide e tecidos de absorção, como intestino delgado, fígado e rins. Na ausência de outros subgrupos, este tipo de FeLV tende a ser menos agressivo e promover apenas lesões moderadas;
  • FeLV-B: este grupo surgiu a partir da combinação entre FeLV-A e outras sequências retrovirais e é comumente associado ao desenvolvimento de linfomas;
  • FeLV-C: o vírus da FeLV tipo C é considerado o mais patogênico de todos e costuma causar anemia aplástica no gato;
  • FeLV-T: também surgiu a partir de mutações do FeLV-A e pode causar danos graves às células infectadas, sendo associado com frequência à imunossupressão.
Gato amarelo sendo examinado por médico veterinário
Existem diferentes subgrupos e manifestações clínicas de FeLV

Os cursos de infeção da FeLV variam. Entenda as diferentes manifestações clínicas

O que determina como a FeLV se manifesta no gato é a interação entre vírus e sistema imunológico do hospedeiro. Sendo assim, as manifestações clínicas da leucemia felina são atualmente classificadas da seguinte forma:

Infecção regressiva: é caracterizada por uma resposta imune eficiente que impede a replicação viral. Gatos com este tipo de infecção podem ter o DNA proviral de FeLV detectado no exame de sangue por PCR, mas não transmitem o vírus para outros felinos (exceto em casos de transfusão de sangue ou reativação viral);

Infecção progressiva: quando a infecção inicial não é contida pelo sistema imunológico e acontece uma extensa replicação do vírus nos linfonodos, medula óssea, mucosa e glândulas de tecidos epiteliais. Nesta condição, o gato pode infectar outros animais e ter a sua expectativa de vida reduzida;

Infecção abortiva: gatos com este tipo de infecção têm uma resposta imune satisfatória que inibe a replicação viral após a replicação inicial. Eles apresentam testes negativos para o vírus, exibindo apenas os anticorpos específicos para FeLV;

Infecção focal ou atípica: considerada rara, consiste em uma infecção restrita a alguns tecidos, como glândulas mamárias, intestino delgado, linfonodos, baço, entre outros. Nestes casos, a replicação local do vírus tende a ocorrer de forma persistente. 

Se você tem — ou desconfia que tem — um bichano infectado em casa, contate um veterinário o quanto antes e tire todas as suas dúvidas sobre a FeLV: tipo de gatos mais afetados, estágio da doença, formas de prevenção, tratamento e tudo o que vier à mente. É importante compreender como o vírus funciona para garantir os melhores cuidados ao seu bichinho.
 

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